quarta-feira, 12 de junho de 2013

1a-CROÁCIA:DICAS GERAIS-MAIO/2013


Embora nossa viagem tenha incluído algumas cidades da Itália, enfatizamos aqui apenas a CROÁCIA, a deslumbrante pérola do Adriático. Primeiro, por  ser um lugar ainda não muito divulgado na mídia, mas que devemos dar uma prioridade para conhecê-lo como fosse uma França, por exemplo. Segundo, porque nos atrevemos colocar Veneza no fim da viagem, para ser a grande protagonista. Não foi. Foi uma bela coadjuvante. A nossa Patrícia Pilar foi mesmo a Croácia como um todo.  Adianto que as opiniões aqui emitidas são exclusivamente minhas, e não consenso do grupo.      


PASSAGENS  - Voamos pela TAP. IDA = Recife – Lisboa – Milão. VOLTA = Veneza – Lisboa – Rio de Janeiro. U$ 1.080, cada. Adquiridas através de Fernanda da CAIÇARA VIAGENS E TURISMO.  

DINHEIRO – A moeda da Croácia é o KUNA (Kn). O câmbio flutua muito pouco. 1R$=3Kn, 1Euro=7,5Kn, 1U$=5,7Kn.

Como a adesão  da Croácia à União Européia deverá acontecer em julho/2013, e depois disso poderá ser  adotado o Euro como moeda ( alinhando os preços com a Europa Ocidental, como aconteceu com a Grécia) resolvemos antecipar nossa viagem para pegar a moeda vigente, e pagar nossas contas com Euro e U$ em cash ou em cartão Travel Money (têm máquinas de cartão à vontade), trocados em Kuna.

Uma previsão razoável de gasto é de 500 Kn por dia por pessoa. Aí incluído hospedagem, alimentação, combustível, pedágio, acesso a monumentos, seguro, pequenas compras. 




CARRO – Alugamos na HERTZ  aqui do Brasil (dica: Graziane Camargo - HERTZ INTERNACIONAL - Tel.: (11) 3524-7525- grazi.camargo@hertz-int.com.br ) uma van OPEL VIVARO, 9 lugares, mala muito grande, cabem fácil 8 malas médias. Total para 27 dias = U$ 2136. Pegamos (37 mil km.) e entregamos o carro no aeroporto de Malpensa, Milão. Rodamos nos 21 primeiros dias, o que contabilizei (até Veneza) , 3355 km. , consumindo 275 litros de diesel ( 12km/l) que custou cerca de 350 euros. O preço do litro do diesel na Croácia (9,3Kn=1,25E) é cerca de 20%  mais barato que na Europa Ocidental.

O carro alugado era um bichão. Munheca de pau  não manobrava-o, principalmente nos estacionamentos, onde os lugares são muito estreitos. Ainda bem que tínhamos nosso dileto amigo Cleves como motorista. Ele dá banho em caminhoneiro...

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A estrada na Croácia é um tapete. Nivelada, sinalizada, tratada, mantida. Mesmo as estradas secundárias (sem pedágio). Aquelas costeando o mar são de uma beleza indescritível. Roda-se km e km com vistas maravilhosas das ilhas e baías do Adriático.  Não tem como não parar nos pequenos acessos (acostamento) para apreciar a paisagem e tirar fotos. Pagou o aluguel do carro. E mais, os vilarejos nos arredores dessas estradas, muita vezes cidadezinhas medievais, são verdadeiros patrimônios daquela terra. Só mesmo de carro  para visitá-los à contento. Nas estradas principais pagamos os pedágios, que não são baratos, com Kuna, mas nos postos de coleta também aceitavam euros ou cartões.

Não fomos parados por nenhum policial em toda a viagem. Estávamos até receosos uma vez que o pessoal da Hertz de Milão nos alertou que de vez em quando o policial Croata implica com carros alugados em outro país. 

 CUIDADO quando for entrar na Eslovênia (entre Itália e Croácia),  temos que pagar na fronteira um visto (30 euros – 30 dias) para circular na estrada deles.  Caso passe direto sem o visto, têm uns fiscais na espreita que cobram  uma multa de 150 euros. Chegando à Dubrovnik, também tem uma fronteira (pedem apenas os documentos) com a Bósnia, é um pedacinho de litoral de cerca de 10 km, passando pela cidade de Neum.

Além dos pedágios, pagamos estacionamentos em ruas (media de 3Kn/h.) e balsas (empresa JADROLINIJA) para chegar nas ilhas do Adriático (150Kn/carro + 15Kn/pessoa a travessia em média).
 
Não se esqueça de levar um GPS. O aluguel é muito caro, preço de comprar um. A Margarida, apelido dado ao nosso Roadstar, emprestado do querido filho Helinho, foi a salvação da lavoura. Entrar e sair em cidades com sinalização em croata não é fácil.   Assim mesmo ela deu algumas escorregadas, em mão e contra-mão, e endoidou de vez perto da fronteira da Eslovênia. Culpa nossa. Não tínhamos colocado o país na bichinha...
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HOSPEDAGEM – Reservamos a maioria dos hotéis à priori pela internet (geralmente no booking.com). Deixamos alguns pernoites para escolher quando chegasse ao destino do roteiro para ter mais maleabilidade na viagem. Dessa vez não nos damos bem, perdemos muito tempo com isso, ficando às vezes onde “não era bem o que queríamos”.

 Existia oferta de hospedagem, principalmente nas entradas e periferia das cidades e de apartamentos particulares (SOBE/ rooms /zimmer /camare). É uma boa alternativa econômica, mas tem um grande inconveniente, quase não tinham serviço de elevador. Só isso limita muito quem tem problema de coluna, idade, etc. para transportar malas escadas acima. O ambiente do quarto era bom, com cozinha, banheiro, etc. e muitas vezes bem localizados. Para os mais jovens é mamão com açúcar, pois o precinho é cerca de 1/3 do hotel. Em média nossa hospedagem na Croácia saiu por 30 euros/noite/pessoa. Na maioria dos hotéis notamos que o desjejum não era dos melhores.

DICA:   Em Dubrovnik, a cidade mais visitada da Croácia, mesmo em maio é muito cheia,  difícil de reservar um hotel a preço razoável perto do  centro histórico. Recomendamos o hotel Villa Klaic (15 minutos a pé do centro), cujos donos,  Milo e seu secretário Ivo, são gentis e simpáticos, nos recebendo na chegada, com vinhos, cervejas e refrigerantes. Café da manhã muito bom. Importante: reservamos com 2 meses de antecedência, existem poucos quartos no hotel.  

1b-CROÁCIA:DICAS GERAIS-MAIO/2013

ALIMENTAÇÃO – Comida na Croácia é variada e de boa qualidade, com preços inferiores aos de nossos restaurantes.

FRUTOS DO MAR – Em todo restaurante existe oferta muito grande de peixes, mas não são tão baratos, geralmente cobrados por quilo. O peixe ORADA (espécie de pescada) assado é muito pedido e delicioso. Os mariscos e moluscos marinhos são mesmo os mais pedidos e baratos.


Destacando-se os MEXILHÕES,  prato típico de diversas regiões do litoral, e o CALAMARES (lula), que é preparado de diversas maneiras,  o inteiro grelhado é divino. À noite, a grande pedida é a sopa (JUHA) de peixe ou fruto do mar, muito parecido com  a sopa Leão Veloso do Rio de Janeiro, com o preço da Croácia (30Kn).
MASSAS – Divinas como as italianas. Tanto pizza, como lasanha ou nhoque. Uma pizza média de frutos do mar – maravilha – custa menos de 50 Kn. Na Ístria, não esqueça de experimentar o omelete de TRUFAS, prato apreciadíssimo pelo gourmet europeu.

CARNES – Também em qualquer restaurante tem oferta de vários tipos de carne. Boi e porco, geralmente cosido ou ensopada (Goulash) acompanhado de verduras, e  cordeiro e peru assado. Tem um prato típico da Croácia, o CEVAPCICI, que são almôndegas pequenas, muito delicioso, principalmente o de cordeiro.
BEBIDAS – Não tem errada, o vinho da casa de qualquer restaurante é geralmente muito bom e barato. Tanto tinto como branco. É importante frisar a preferência, senão ele vem frisante. Se gosta de seco, berre mesmo: DRY. Gostamos muito de duas marcas de vinho POSIC (branco) e POSTUB(tinto). Encontramos eles também  em supermercado com preços bem em conta. Em qualquer botequim se pedir um GRAPA ou LOZA vem uma cachaça de uva maravilhosa. Lavei a égua quando estava friozinho. As cervejas (PIVO) são ótimas, principalmente a KARLOVACKO (15Kn ½ litro). Caro mesmo é a coca-cola, 12 Kn, acompanha a Europa Ocidental.


SORVETES – Como na Itália, em qualquer buraco tem uma sorveteria. A textura, a qualidade, os sabores não devem nada aos sorvetes italianos. Durante as caminhadas não há como não parar para tomar um SLADOLED. São divinos, em qualquer lugar.

COMUNICAÇÃO – Embora seja considerado um país pobre para Europa, a escolaridade na Croácia é muito grande, e sendo o turismo uma grande fonte de receita, todo mundo fala o inglês, e no litoral também o italiano. Dá para se comunicar com eles até em portunhol. Não tem errada. Não é difícil se dar de cara com um atendente português ou brasileiro. Certa vez um de nós pediu a “BILL”, e o garçom berrou “ Biu, tão lhe chamando aqui”.
Internet é ótima. Todas hospedagens têm Wifi de alta velocidade. Com smartfone,  tablet ou netbook fazemos a festa usando skype ou whatsapp.
QUANDO IR – Fomos em maio, meados da primavera, época aconselhável pelos guias para viagem àquela região. Mas esse ano foi uma exceção durante décadas. Segundo os próprios croatas que tivemos oportunidade de conversar foi um ano atípico, com a temperatura bem abaixo do esperado.

Pegamos algumas chuvas, não muito freqüentes nem muito fortes, andávamos de bermuda, temperatura agradável, mas às vezes éramos surpreendidos por 10° à noite. Lamentável mesmo foi não dar um mergulho no mar Adriático, a água estava muito fria para nordestino. Foi uma frustração ver aquela maravilha de mar e não ter coragem de mergulhar. Vimos frequentemente os gringos tomarem banho de mar numa boa.

Mas em compensação estava no auge da estação das flores. As ruas, os campos, as estradas completamente floridas. Uma beleza.

DADOS GERAIS - A Croácia, oficialmente República da Croácia (em croata: Hrvatska) é um país europeu que limita ao norte com a Eslovénia e Hungria, a nordeste com a Sérvia, a leste com a Bósnia e Herzegovina e ao sul com Montenegro. É banhado a oeste pelo Mar Adriático e possui uma fronteira marítima com a Itália, no golfo de Trieste.
CAPITAL E CIDADE MAIS POPULOSA = ZAGREB
LINGUA = CROATA
GOVERNO =REPUBLICA PARLAMENTARISTA
POPULAÇÃO = 4,5 MILHÕES de habitantes – ZAGREB (800 MIL), SPLIT (200 MIL), DUBROVNIK (40 MIL), RIJECA (140 MIL), PULA (60 MIL)
ÁREA = 56, MIL km2
IDH 2012 = 0,805 (47°)
PIB per capita = U$ 18.200 (50°)
FUSO HORÁRIO – 5 horas a mais (Rio de Janeiro)
VOLTAGEM = 220 – tomadas com 2 pinos redondos

terça-feira, 11 de junho de 2013

2 – CROÁCIA - ROTEIRO – MAIO/2013

ROTEIRO – As fontes principais de consulta para elaborar o nosso roteiro na Croácia foram os guias VISUAL DA FOLHA DE SÃO PAULO e o LONELY PLANET, e evidentemente a internet. O site oficial da Croácia é  www.croatia.hr.
PERCURSO DE CARRO (3355 KM.) – MILÃO - LAGO GARDA -  VERONA – TRIESTE – LJUBLJANA – ZAGREB – VARAZDIN – PARQUE PLITVICE – SIBENIK – PRAIA DE BELA – DUBROVNIK – KORKULA – HVAR – SPLIT – TROGIR – ZADAR – OPATIJA – RIJECA – HUM – RÔC – BUZET – POZIN – VOLOSKO – LABIN – PULA – BALE – ROVINJ – POREC – PÁDUA - VENEZA


GRUPO DE VIAGEM – FAMILIAS LIMA E CALADO


DESCRIÇÃO DETALHADA:
3 – ZAGREB E ARREDORES - LJUBLJANA – ZAGREB – VARAZDIN – PARQUE PLITVICE – SIBENIK (4 DIAS)
4 – DUBROVNIK E ILHAS - DUBROVNIK – KORKULA – HVAR (4 DIAS)
5 – SPLIT E CORAÇÃO DA DALMÁCIA - SPLIT – TROGIR – ZADAR (3 DIAS)
6 – ÍSTRIA E KVARNER - OPATIJA – RIJECA – HUM – RÔC – BUZET – POZIN – VOLOSKO – LABIN – PULA – BALE – ROVINJ – POREC (4 DIAS)

3– ZAGREB E ARREDORES- MAIO/2013

LJUBLJANA – Partimos da bela Trieste, Itália, onde pernoitamos, com destino à Zagreb, parando na capital da Eslovênia, a cerca de 90 km. Para entrar na Eslovênia, temos que pagar um visto de 30 euros, para circular por suas estradas.





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Em Ljubljana, estacionamos na praça Krekov, junto ao mercado, no centro antigo da cidade. Logo perto a informação Turística (INFO), onde pegamos mapa e orien-tação de roteiro. Na praça tinha um carrinho que pegava turista, gratuitamente, para circular pela cidade. Daí já tivemos um panorama da cidade. Beleza.




 Depois circulamos a pé margeando o rio Ljubljanica, conhecendo os monumentos princi-pais: Ponte Tripla, Ig. Franciscana, pça. Presenov, ponte Cobbler´s, Catedral S. Nicolau, tudo bem perto, sempre deparando com a beleza das casas medievais ribeirinhas, refletidas no espelho do rio. Cidade aconchegante e acolhedora, não pode ser esquecida no roteiro da região. A moeda lá é o euro.




Voltamos para a pça. Krekov e de lá pegamos um funicular (8 euros) para o Castelo. De bom, uma bela vista da cidade de Ljubljana. Na volta conhecemos no funicular Lara Ana. Sua mãe fala  português. Muito gentil. Partimos então para Zagreb, 140 km, chegamos no hotel Ilica às 19h. Ainda bem claro (por do sol = 21h.)




VARAZDIN – 80 km ao norte de Zagreb fica a ex-capital da Croácia. Stari Grad (cidade velha) é uma zona exclusiva de pedestre com arquitetura barroca e jardins bem cuidados. 




Perto do centro da cidade, praça Tomislav, fica o INFO, pegamos mapas e dicas e fomos bater perna numa área razoavelmente pequena, logo conhecemos as principais atrações: Catedral da Assunção, igrejas S. João Batista ( rico altar barroco) e S. Trindade, Teatro Nacional, o palácio Sermage, do sec. XVII com aparência ostensiva, e por fim o Castelo e Museu Cívico (fechado, 2ª. Feira).




Depois fomos ao Cemitério de Varazdin, uma obra prima da jardinagem, mais de 7 mil árvores, um exemplo de paisagismo requintado. Parece mais um parque. Curiosidade: nas lápides estão escritos nomes de familiares ainda vivos com a data do nascimento.




Menos de 10 km ao sul chegamos a Varazdinske Toplice, estância termal de fontes sulfurosas, conhecidas já pelos romanos no sec. 3° a.c. . Foi realmente uma relaxada providencial, entrar naquela piscina de água à 58° C , em um dos vários hotéis da pequena cidade que oferecem o serviço (30 Kn).






ZAGREB – A capital da Croácia é uma cidade moderna com um patrimônio medieval bem conservado. Ela é dividida pela parte ANTIGA (Gornji Grad – cidade alta) situada na colina e e pela MODERNA (Donji Grad – cidade baixa), na planície. O centrão da cidade, praça Jelacica limita as duas partes.




A cidade alta, onde estão os principais monumentos é praticamente exclusiva para pedestre, e pode ser acessada mais confortavelmente através de um funicular perto da praça principal.


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Em qualquer banca de jornal podemos adquirir um passe de TRAM (40 Kn/dia) onde podemos andar à vontade em qualquer bonde. Circulam em toda Zagreb e são confortáveis, o passe inclusive serve para o funicular.



Para visitar a parte antiga, a INFO ( praça Jelacica) , sugere um roteiro que adotamos: 1- pça. Jelacica, 2- Rua Ilica, 3- Funicular, 4 – Torre Lotrscak, 5 – Ig. S. Catarina, 6- museu de arte Naif, 7- pça. Markov, 8- Banski Dvori – palácio presidencial, 9- Sabor – parlamento, 10 – Ig. São Marcos, 11- Portão de Pedra, 12- Rua Kamenita, 13 – Rua Skalinska, 14- pça. Kaptol, 15- Catedral Neogótica , 16- Mercado Dolac, 17- pça. Jelacica, onde podemos pegar o bonde para qualquer lugar da cidade baixa.




Na cidade antiga destacamos no roteiro acima: 4 – no alto tem uma bela vista de toda a cidade, 6- a Croácia tem uma versão própria de arte Naif, para quem aprecia é imperdível, 10 – rodeada pelo palácio e pelo parlamento, essa igreja gótica é o símbolo de Zagreb, os azulejos coloridos do telhado formam os brasões de armas da Croácia, 11- santuário interessante, 12- lojas de gravatas, boa oportunidade para comprar presente da peça originária da Croácia (Hvartska), 15- a praça Kaptol é tomada pela belíssima catedral de S. Estevão, 16 – grande mercado de frutas, verduras, flores, castanhas, peixes,.. e restaurantes de vários tipos de comida.




Na parte baixa da cidade vale a pena conhecer a galeria Strossmayer dos velhos mestres. O grande prédio renascentista fica numa grande praça, bem arborizada, e nele se encontra um grande pátio onde está um pórtico de pedra trazido da ilha de Krk, no Adriático. É reconfortante dar uma caminhada pela vizinhança até chegar no Teatro Nacional Croata, um prédio bonito circundado por uma praça florida.



PARQUE NACIONAL DOS LAGOS PLITVICE – No centro da Croácia, a 140 km ao sul de Zagreb, fica essa maravilha da natureza, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. (Dica: http://diarioradical.blog.br/2012/10/guia-lagos-plitvice-croacia/ ).



Chegamos na entrada 1, Plitvicka Jazera, onde se encontra a bilheteria (110Kn) e mapa (20Kn), que recomendamos adquirir. No ingresso estão incluídos barcos e trenzinhos que percorrem o parque. As trilhas a serem percorridas à pé são razoavelmente sinalizadas, o mapa do parque ajuda muito. Escolhemos o roteiro B (4 horas).



É importante levar além dos triviais chapéu e protetor solar, muita água, frutas e bolachas. É proibido mergulhar. A primeira caminhada até pegar o barco no lago Kozjak é de quase 2 h. Não tem posto de abastecimento no caminho.

Nesse passeio vamos nos deparando com paisagens deslumbrantes, pequenos lagos, de cores mais variados possíveis – azul turquesa, verde, cinza, e rios, pontes, cachoeiras com várias quedas de água, cercados de colinas da floresta.




A vegetação abundante é mais um encanto. A flora e a  fauna são variadíssimas, sem falar nos peixinhos que ficam nos acompanhando em toda caminhada. Realmente uma beleza natural rara de se espiar.




Ufa. Chegamos no maior lago da reserva, Kozjak, esperamos alguns minutos para pegar o barco que nos levaria ao outro lado do lago, pois tinham várias trupes de excursão em nossa frente. Esse lago é que faz a divisão do parque nos vales inferior (entrada1) e superior (entrada2).




Chegando no outro lado deveríamos esperar outro barco para continuar no roteiro B, mas, precipitadamente continuamos na trilha da maioria, das excursões. Conclusão, pegamos o roteiro C, que nos levou ao vale superior, e andamos por mais 2 horas, em outro ambiente de paisagem, que por incrível que pareça, totalmente diferente da primeira caminhada. Valeu o erro.

Exaustos, depois de 6 horas, de sobe e desce, pegamos nosso carro para pernoitar em Sibenik (190 km), já no litoral da Dalmácia.


SIBENIK – Cidade pequena, menos de 40 mil hab. Ao contrário das outras cidades litorâneas, geralmente criadas pelos romanos, ela foi a primeira cidade fundada por croatas na costa do Adriático.


A Riva, a avenida da orla da cidade velha, é florida e repleta de barcos ancorados. Subindo uma pequena escada chegamos ao bairro medieval. Um labirinto de ruelas íngremes com chão de largas pedras, onde se destaca a Catedral de Santiago, também Patrimônio da Humanidade. Curiosidade desse monumento são as 72 cabeças nas paredes externas, que parecem caricaturas, representando os cidadãos do séc. 15 que moravam lá. Diz a lenda que quanto mais pão-duro era o indivíduo, mais caricato aparecia na escultura.




segunda-feira, 10 de junho de 2013

4– DUBROVNIK E ILHAS- MAIO/2013



BRELA – Saímos depois das 11h. de Sibenik.  Pegamos a auto-estrada A1 com destino à Dubrovnik (280km). Na altura da cidade de Dugopolge pagamos o pedágio (55Kn) e descemos pela estrada 1 que vai margeando o Adriático. Apesar do tempo chuvoso, as nuvens não ofuscaram a esplêndida paisagem.  Montanha de um lado, mar de outro. Vamos passando por várias cidades marítimas.
Paramos em Brela, uma das mais badaladas praias da Dalmácia Central. É uma fieira de enseadas de cascalhos margeada por pequena floresta de pinheiros. Um pequeno bulevar com bares, cafés e sorveterias percorre as praias. O porto repleto de barcos e iates.
 Depois mais cidades balneárias: Makarsa, Drvenik(balsa para ilha de Hvar), Gradac, Ploce, Opuzen e Klek, onde entramos na fronteira com a Bósnia. As autoridades de lá pedem só os passaportes de todos os ocupantes do veículo. 

Percorremos na estrada da Bósnia apenas 10 km. Paramos na cidade de Neum, a única cidade litorânea do país. De lá para Dubrovnik são pouco menos de 80km., que chegamos às 19h. no Hotel Klaic, antes do pôr do sol, onde fomos recebidos com vinhos e cervejas. Depois fomos dar um bordejo pelo centro histórico. Deslumbrante Dubrovnik. Depois eu conto.

 KORKULA – Chegamos ao meio-dia em Orebic, 120 km. De Dubrovnik, para pegar o Ferry (140Kn + 13Kn por pessoa) para Korkula às 13h. 
 Orebic é uma cidade de 2 mil hab. Na ilha de Peljesac, cuja principal rua comercial, paralela a enseada, é cercada de tamareiras e pinheiros, e bastante florida. Como em toda Croácia tem um sorvete de tomar ajoelhado.
 A travessia de  balsa para ilha de Korkula dura cerca de 15 minutos. A cidade histórica, terra de Marco Polo, é cercada por torres de defesas imponentes do século 13, contrastando com fileiras de tamareiras. 
 Defronte à praça principal fica a Catedral de S. Marcos (sec.13) feita de pedras cor de mel. É o principal monumento local, sobressaindo-se nas ruas estreitas da cidade.
Lumbarda, a 6 km. De Korkula, é uma aldeia balneária, cercada de vinhedos, com pequenas praias de areia no entorno. Lugar tranqüilo e aconchegante. 
 Na volta para Dubrovnik, passamos por dois lugares. Primeiro na Vinarija Madirazza, perto de Dubrava (ilha de Peljesac) – região vinícola. Provamos bons vinhos, escolhemos Posip(branco) e Postup(tinto). Ótimos vinhos com preços bons, 140 Kunas os dois. Segundo, em Drace (perto de Ston) onde se encontram vastas criações de ostras. Famosas e apreciadas em toda a Europa.
DUBROVNIK – “ Os que procuram um paraíso na terra deveriam visitar Dubrovnik”, disse Sir Bernard Shaw sobre a pérola do Asiático. É vero. No extremo sul da costa oriental do mar Adriático encontra-se a Cidade Velha, situada entre o mar e a montanha, cercada por muralhas fortes em perfeita harmonia com os monumentos, casas de telhas encarnadas e ruelas estreitas com piso de mármore.
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  Da montanha, a vista da cidade velha medieval é um dos mais famosos panoramas da Croácia e de todo o Mediterrâneo. Talvez isso seja a grande razão de as muralhas estarem ali, uma vez que Dubrovnik por sua beleza e riqueza, numerosos conquistadores quiseram ocupá-la, inclusive na recente guerra da última década do século XX,  onde podemos verificar essa marca em vários lugares.
 A entrada dessa cidade é pelo Portão de Pile, depois de atravessar uma ponte levadiça. Logo à esquerda do portão podemos comprar a entrada (90Kn) para percorrer a Muralha (andar no sentido horário). 
 Esse passeio a pé, 2 km., de muros de 1,5 metros de espessura e até 25 metros de altura, portanto um sobe e desce escadaria, é puxado, principalmente para os mais idosos, mas vale a pena mesmo, é imperdível, toda a hora paisagem deslumbrante, um dos pontos altos da visita. Tanto a vista para o lado da cidade como para o mar é sensacional. 
 Depois de hora e meia de caminhada ( e paradas) voltamos ao ponto de partida onde fica a Fonte de Onofrio. Boa oportunidade para tomar um sorvete e beber a água fria da fonte. Ali é o começo da artéria principal da Dubrovnik medieval, a rua Placa (ou Stradun) de chão de pedras de mármore, e que vai até a praça Luza.
 Dalí então podemos conhecer os principais monumentos da cidade: Mosteiro Dominicano, Igreja do Rosário, Palácio Sponza, Igreja S. Brasio, Palácio do Reitor, Catedral, Forte São João...
 Porém, o mais fascinante da visita é se perder pelas dezenas de ruelas estreitas, com edificações medievais: comércios, mercados, sorveterias, bares, joalherias, bugigangas, muitas fachadas floridas, e varias pequenas igrejas, onde são anunciados concertos ao anoitecer. Beleza de caminhada.
 Fora da muralha, ao norte, saindo pelo Portão Ploce, pegamos o Teleférico (94Kn) que nos leva até ao topo do Monte Srd (405 metros) onde temos uma vista maravilhosa de Dubrovnik e arredores. ( Na Croácia, os preços dos produtos, cerveja, refrigerantes,... nos locais dos monumentos especiais são os mesmos praticados na cidade.)
 Na volta do passeio, perto da entrada do Teleférico, fomos a um bom restaurante de comidas típicas, indicado pelo dono do nosso Hotel, o Komarda. Tanto os mexilhões, calamares,... como o vinho da casa são  de primeira qualidade.
 Nos arredores de Dubrovnik conhecemos o povoado charmoso de Cavtat, a última cidade do litoral da Croácia. Tem um belo porto ladeados por praias e morros. Fomos também a Lapad, 4 km. do centro, aldeia cheio de cafés, bares e restaurantes.

 HVAR – Saímos cedo de Dubrovnik para pegar em Drvenik (120km.) o ferry das 10:20h. Pouco mais de meia hora já estávamos em Sucuraj, na ilha de Hvar. Rumo a cidade de Hvar, pegamos a pior estrada (90 km.) da viagem. Longo trecho de terra batida, não muito batida, mas justiça seja feita, estavam fazendo a devida manutenção, praticamente uma nova estrada. O turismo lá é levado a sério mesmo. O serviço é bom em todas as áreas...
 Hvar é uma pequena e charmosa cidade, onde muros do século 13 cercam palácios e ruas de piso de mármore. A principal é um longo calçadão à beira-mar, com comercio e restaurante abundantes. No meio da tarde rumamos à 10 km. para Stari Grad , fundada no século 4º. A.c.. Lá tomamos o ferry para Split ( 2 horas de viagem com uma paisagem belíssima).